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mamã tranquila

Vamos falar de preparação para o parto, parto, recém-nascido e todo o tipo de assuntos relacionados com este tema...

mamã tranquila

Vamos falar de preparação para o parto, parto, recém-nascido e todo o tipo de assuntos relacionados com este tema...

Posições no trabalho de parto


Mamã Tranquila

22.04.18

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 Nos últimos 30 anos, começar as discussões acerca das desvantagens da posição dorsal no trabalho de parto, destacando-se as vantagens da mobilidade da mãe e da postura ereta nesse processo. Estudos têm revelado que, fisiologicamente, é muito melhor para a mãe e para o feto quando a mulher se mantém em movimento durante o trabalho de parto, pois o útero contrai-se muito mais eficazmente, o fluxo sanguíneo que chega ao bebê através da placenta é mais abundante, o trabalho de parto torna-se mais curto e a dor é menos intensa. Acresce-se o facto de que, na posição vertical, a adaptação da apresentação fetal ao estreito da bacia estará ajudada pela postura materna, e, assim, pode-se prevenir complicações do trajeto. A posição vertical adotada pela parturiente tem ganho destaque na assistência ao parto humanizado por produzir melhor efeito na progressão do trabalho de parto.

 

Nome da Posição: Decúbito lateral

Descrição da posição: Deitada de lado experimenta colocar almofadas nos joelhos.

Funções: Para descansar, repousar e relaxar.

Recomendações: De preferência coloca-te para o lado esquerdo. Alterna as posições conforme te sintas mais confortável.

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Nome da Posição: Balanceio apoiado

Descrição da posição: Apoiada a quem estiver a acampanhar o trabalho de parto, coloca os braços à volta do  pescoço, encosta a cabeça no  peito. Balança a anca, de modo a embalar. Procura o movimento rítmico que te alivia.

Funções: Diminui as dores e o desconforto. Melhora o ritmo cardíaco do  bebé.

Recomendações: Boa posição para outra pessoa te fazer massagens nas costas. Podes ainda tomar um duche quente: ajuda a relaxar, reduz a ansiedade e aumenta a sensação do controle da dor.

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Nome da Posição: Apoio unipedal e Inclinação anterior

Descrição da posição: Coloca o pé em cima da cadeira e durante a contração inclina-te suavemente para frente.

Funções: Alivia as dores das contrações. A atividade ajuda o bebé a descer e ajuda a rodar a posição para nascer.

Recomendações: Na fase inicial do trabalho de parto, seja ativa mas não se cansem andando o tempo todo. Procura posições alternativas para descansar em que te sintas mais confortável. Andar, caminhar é mais eficaz na fase ativa do trabalho de parto e na transição da descida da cabeça do feto.

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Nome da Posição: Balanceio apoiado com bola de Pilates

Descrição da posição: Com as pernas fletidas senta-te sobre os pés, apoiando o tronco e braços sobre a bola.

Funções: Relaxa e alivia as dores nas costas, para as contrações irregulares e para o trabalho de parto demorado. O companheiro pode fazer massagens nas costas.

Recomendações: Por vezes, se esta posição é muito prolongada, pode começar a sentir formigueiro nos pés e pernas. Então será mais confortável mudar para outra posição, andar um pouco ou então sentar.

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Também podem fazer com uma cadeira, balançando de um lado para o outro.

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Nome da Posição: Gatas

Descrição da posição: Coloca-tede joelhos com as mãos apoiadas sobre um colchão ou almofadas.

Funções: Alivia as dores nas costas devido ao peso exercido do bebé. Ajuda o bebé a rodar-se e a posicionar-se melhor para o parto. Melhora a oxigenação do seu bebé. Diminui os traumas do períneo.

Recomendações: Boa posição para outra pessoa fazer massagens nas costas.

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Nome da posição: Semi-sentada

Descrição da posição: Deita-te na cama do hospital se possível com as costas, braços e pernas apoiadas em almofadas (duvido um pouco porque no bloco de partos não têm muitas almofadas, mas não custa pedir).

Funções: Melhora a abertura do canal de parto.

Recomendações: Durante as contrações, podes colocar as mãos por baixo dos joelhos e puxar os joelhos para cima. O importante é estar confortável e muda de posição sempre que puderes.

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Nome da posição: Agachamento

Descrição da posição: Coloca-te de cócoras e apoiada a uma cadeira.

Funções: Facilita abertura do canal de parto. Permite esforços expulsivos sobre a lei da gravidade. Pode aumentar os traumas do períneo.

Recomendações: Estas posições podem não são possíveis se tiverem analgesia epidural.

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Esta informação pode ajudar-vos a tomar decisões sobre a condução do trabalho de parto e parto que vocês idealizam, com a finalidade de executar o vosso plano de parto e visando uma melhor condução do trabalho de parto e parto.

 

O uso da água durante o trabalho de parto


Mamã Tranquila

21.04.18

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No decorrer do trabalho de parto a grávida vivencia uma sensação que nunca tinha vivenciado antes, estímulos multidimensional tais como: contrações uterinas, hipoxia da musculatura uterina, estiramento cervical, vaginal e perineal…

A sensação de dor, no entanto, é uma resposta fisiológica complexa e subjetiva que pode ser experimentada de maneiras muito diferentes por cada mulher

Quando desejamos um parto normal, é importante saber que existem vários “métodos não farmacológicos”, que são técnicas naturais usadas para proporcionar à grávida conforto e ajudar o processo do trabalho de parto.

 Muitos estudos apontam que estas técnicas não farmacológicas durante o trabalho de parto podem colaborar para a liberação de endorfinas e aliviar em muito as sensações dolorosas.

Vou vos falar de várias técnicas, mas hoje em especial, quero destacar o uso da água, porque, além de ter sido a minha tese de mestrado, acho que é aquela que nos traz maiores benefícios e pode ser aplicada juntamente com outras técnicas.

 A hidroterapia enquadra-se dentro das estratégias não farmacológicas para alívio da dor, pois o efeito que a água provoca sobre a pele é de relaxante muscular. Pode ser aplicada em banheiras( em casa por exemplo) e chuveiros(hoje em dia a maioria dos hospitais tem WC privativos) com agua morna ou mesmo através de compressas quentes.

Há inumeráveis benefícios imediatos na utilização da hidroterapia, como alívio do desconforto, relaxamento corporal, redução da ansiedade, produção de endorfina (melhoria da dor) e ocitocina (estimulação de contrações no trabalho de parto), diminuição da pressão arterial, aceleração da dilatação cervical…

É de referir que o uso da água não terá apenas o efeito redutor da perceção dolorosa, mas também ajudará claramente para a evolução do processo, além de diminuir a necessidade do uso de analgésicos e da necessidade de intervenções cirúrgicas.

A fase ativa do trabalho de parto é o momento mais indicado para o uso da água. A hidroterapia mostra-se uma prática segura, por não haver contraindicações. Estando a grávida e o feto com seus sinais vitais estáveis, não há limite de tempo e nenhuma contraindicação para o uso desta técnica

Logo podemos, recapitular:

  • Facilita a mobilidade e permite à mulher assumir a posição que for mais confortável durante o trabalho de parto
  • Acelera o trabalho de parto;
  • Reduz a pressão arterial;
  • Dá à futura mãe o sentido de controlo sobre o parto;
  • Alivia bastante a dor;
  • Promove o relaxamento;
  • Reduz a necessidade de recurso a fármacos e intervenções;
  • Cria para a futura mãe um espaço de privacidade e proteção;
  • Reduz os riscos de lesão do períneo e elimina as episiotomias;
  • Reduz a taxa de cesarianas;

sentada-na-cadeira-chuveiro-nas-costas (2).png

 

Bola de Pilates


Mamã Tranquila

18.04.18

A bola de Pilates pode ajudar bastante a acalmar as dores na coluna durante a gravidez e também na altura da dilatação.

Existe uma bola de Pilates adequada para cada estatura.

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Quanto mais cheia a bola mais difícil é se permanecer em cima dela, por isso é melhor que não esteja totalmente cheia.

Na Gravidez

Sentem-se na bola com o apoio de alguém ou de uma cadeira/sofá. Afastem os pés cerca de 50 a 60 cm um do outro e lembrem-se de manter a coluna bem direitinha.

Só de sentarem assim a região do assoalho pélvico já estará sendo favorecida e os músculos fortificados o que é ótimo durante a gravidez e ajudará no trabalho de parto. A posição também alivia a dor nas costas e deixa o bebê numa posição mais confortável.

Quando estiverem bem apoiodas podem começar a fazer exercícios leves!

  • Balancem a anca devagar de um lado pro outro ou façam movimentos circulares. Fazendo 10 repetições para um lado e depois 10 para o outro.
  • Façam um simbolo do infinito com a anca (um 8), movendo devagar. (Cuidado para não se desequilibrarem)
  • Sentem-se com cuidado na bola, coloquem ambas as mãos por baixo da barriga para oferecer suporte e com movimentos delicados para cima e para baixo. Descanse após 10 repetições ou menos.

Exercícios-para-acelerar-o-trabalho-de-parto-1.jpg

 

No Trabalho de Parto

Se puderem levem a vossa bola para a sala de parto. Hoje em dia quase todos os hospitais têm para emprestar.

 Sentar, rebolar ou os movimentos em forma de oito durante as contrações pode ajudar a aliviar as dores.

  • Ajoelhe-se no chão (pode apoiar os joelhos em uma almofada), abrace a bola contra o peito e jogue o corpo para frente apoiando os ombros e peito na bola, isso vai relaxar a lombar e até a barriga.

 

 

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No Pós parto

Após o parto podem fazer os mesmos exercícios que faziam na gravidez, ajudam desta forma a região pélvica a voltar ao normal.

 

 

Respiração no Trabalho de Parto


Mamã Tranquila

16.04.18

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A tendência natural é para a mãe começar a respirar de forma demasiado rápida e superficial. Embora essa seja a reação natural do corpo, a mãe necessita de compreender técnicas para controlar a respiração, por isso a importância dos cursos de preparação. Ao aprender formas de controlar a sua respiração no TP, a grávida vai obter mais energia e dar ao seu bebé mais oxigénio.

Se não consegue respirar da forma apropriada, facilmente se descontrola e é conduzida ao cansaço. Importante relembrar que o bebé também está em stress, por isso é necessário que mantenham uma respiração ritmada.

Devem também ter em conta que a inspiração não pode ser muito mais rápida do que expiração. Quando inspirar, devem fazê-lo lentamente.

CONCENTRAR NA RESPIRAÇÃO

Concentrem-se na vossa respiração. Inspirando de forma natural, tendo em atenção que ao expirar deve fazê-lo com força e de forma mais prolongada, tentado libertar a tensão de todo o seu corpo.

 INSPIRAR PELO NARIZ E SOPRAR PELA BOCA

Inspirem sempre pelo nariz e soltem o ar pela boca. Como se estivessem a cheirar uma flor e depois a soprar uma vela, mas mais lentamente. Enchendo bem o peito de ar e depois deitar fora

Na respiração no trabalho de parto é ainda mais importante manter esta ordem. Não tenham vergonha de fazer mais barulho ao expirar, se isso vos ajudar.

Podemos usar este tipo repiratório até nos sentirmos confortaveis. 

SOPRAR

Quando estamos numa fase mais adiantada da dilatação, podemos precisar de usar um tipo respiratorio mais rápido.

Soprando fazendo bochechas... e aumentar a frequencia, conforme aumenta a contração.

É um tipo respiratório que seca mais a boca.

 

ACOMPANHANTE

Ajuda maravilhosa durante o TP. Se o acompanhante fizer a respiração da mesma maneira que a grávida, será de certo fácil para a futura mãe seguir, tornando-se também um momento de partilha.

Concentração é a palavra de ordem, seja na própria respiração ou na de quem a acompanha.

 

 

É importante salientar que a respiração no trabalho de parto não deve ser apenas na altura do verdadeiro TP. Deve ser trabalhada durante toda a gravidez, de modo a se tornar uma rotina e estar bem presente na altura necessária, para que no momento do trabalho de parto possa fazê-lo naturalmente, sem ter de preocupar a pensar como respirar da forma mais adequada.

 PS - Acham necessário eu fazer um filme a explicar??? ou este serve????

Epidural


Mamã Tranquila

13.04.18

É uma técina farmacológica para alívio da dor no trabalho de parto.

 

A dor do trabalho de parto pode ser relatada de muitas formas. Umas mulheres referem-na de forma mais intensa que outras mas, na verdade, a dor é, na sua definição, algo individual, tendo muito a ver com a forma como se lida com ela.

A decisão de realizar uma técnica para aliviar a dor no trabalho de parto deve ser uma decisão unicamente da grávida. É ela que vai passar por todo o processo e, por isso, deve ser ela a decidir, de forma consciente e informada, o que deseja fazer.

Toda informação acerca da analgesia no parto deve, idealmente, ser feito durante a gravidez. Assim, a mulher consegue informar-se corretamente e com tempo e pode eleger entre as várias opções disponíveis, podendo esclarecer todas as dúvidas que surgirem no caminho.

 

E como funciona?

 

A sensação de dor, quente/frio ou pressão são sentidos porque os vários estímulos que recebemos do exterior são enviados para o nosso cérebro através dos nervos. Os nervos, antes de chegarem ao cérebro, passam pela medula espinhal, assim, um estímulo que normalmente entenderíamos como doloroso, não é sentido como tal porque não chega ao seu destino final – o cérebro. É assim que a epidural funciona.

 

Qual é a diferença entre a vária técnica anestésica/analgésica?

 

O local onde o medicamento é administrado dá o nome à técnica do neuro-eixo, na técnica epidural coloca-se no espaço epidural. A técnica epidural como analgesia apenas retira a dor, como anestesia retira a sensibilidade.

O que quer dizer, que no trabalho de parto, a grávida tem apenas o alívio da dor e mantem a sensibilidade das pernas.

 

Qual a vantagem?

 

A vantagem de realizar uma epidural é exatamente o alívio da dor durante o trabalho de parto.

 

Como se faz?

 

Na epidural poderá estar sentada ou deitada, dependendo da preferência do anestesista que realizar a técnica. Terá de seguir as indicações que lhe forem dadas para colocar as costas da forma mais adequada possível de modo a facilitar o trabalho do médico. É um procedimento rápido, demora cerca de 5-10 minutos. Depois de o cateter estar no local correto, é fixado com um adesivo e fica com uma torneira onde pode ser administrado medicamento sempre que necessário.

A comunicação entre anestesista e a grávida é muito importante de forma a que tudo acontença sem intercorrências.

 

Qual a posição?

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Como é o cateter?

 

É um tubo de plástico fino.

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Quando deve ser efectuada a epidural?

 

Quando a grávida tiver dor e quiser fazer a epidural! Não existe diferença entre realizar uma epidural numa fase muito precoce ou muito tardia. Os efeitos desejados e indesejados são exatamente os mesmos, quer seja feita com 1 como com 9 cm de dilatação.

 

Quais são as desvantagens?

 

Para a mãe:

 

A analgesia loco-regional é uma técnica médica invasiva, e como qualquer outra técnica não exclui riscos. A analgesia loco-regional não aumenta a probabilidade do parto ser por cesariana. No entanto, a probabilidade de um parto por via vaginal instrumentado,  ou seja, com recurso a ventosa ou fórceps, pode tornar-se mais propício.

Ao realizar esta técnica, irá ser inevitável a cateterização venosa e uma monitorização mais rígida de modo a prevenir complicações e isto poderá condicionar alguma limitação da mobilidade, assim como a impedirá de comer e beber, por questões de segurança.

 

Para o bebé:

 

Esta técnica praticamente não terá repercussões no seu bebé, não aumentando a incidência de nenhum tipo de complicação do recém-nascido. Não irá influenciar  a sua respiração, força ou bem-estar após o parto.

 

 

Acima de tudo, a escolha deve ser da grávida, informada e consciente de todas as vantagens e desvantagens. Por essa razão se entrega um consentimento informado para ler e depois assinar de forma a autorizar a técnica.

Contrações


Mamã Tranquila

11.04.18

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Uma dúvida normal nas mães de primeira viagem é: como são as dores de uma contração e medidas que ajudam a identificar esse momento. Essa preocupação vem à tona principalmente depois de completar 40 semanas de gravidez.

A contração é uma sensação de aperto e relaxamento do útero, pode ser acompanhada de dor ou apenas um leve incômodo. A movimentação ocorre com o objetivo de dilatar as paredes uterinas e ajudar a “empurrar” o bebê para o canal do parto.

 

 

As contrações acontecem em intervalos irregulares ao início, tornando-se regulares e cada vez com intervalo de tempo mais curtos, ficando mais intensas conforme o tempo passa. Muitas vezes, com a aproximação do trabalho de parto, as contrações podem ocorrer a cada 10 ou 20 minutos.

A dor pode ser sentida na região lombar das costas, muitas vezes acompanhada de uma cólica parecida com a pré-menstrual.

Contrações do trabalho de parto 

  • Mais compridas: a barriga fica dura por mais tempo
  • Mais regulares
  • Mais doloridas
  • Não param de vir. Cada uma que vem é mais forte que a outra, e o intervalo entre elas vai ficando cada vez menor
  • Não melhoram se mudar de atividade
  • Atingem a barriga inteira e às vezes as costas
  • Não dependem da posição ou da movimentação do bebê

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O ritmo é o mais importante, sempre que perceber que está tendo várias contrações, marque o horário, para acompanhar o intervalo entre elas .

 

511

Contrações de 5 em 5 minutos com duração de 1 minuto durante 1 hora

 

Podemos ir para o hospital…

Dilatação


Mamã Tranquila

10.04.18

Fases do trabalho de parto

Considera-se que o trabalho de parto (TP) se divide em três períodos:

 

  • O primeiro período (dilatação) estende-se desde o início da contratilidade regular até à dilatação completa do colo do útero (cérvix).

 

  • O segundo período corresponde à descida e expulsão do feto (período expulsivo).

 

  • O terceiro período (dequitadura) estende-se do nascimento do feto até à expulsão da placenta e membranas.

 

 

duraçao TP.jpg

 

O primeiro período divide-se habitualmente em duas fases:

 

Fase latente, desde o início do trabalho de parto até cerca dos 3-4 cm de dilatação do colo, e Fase ativa, desde esse momento até à dilatação completa.

 

O trabalho de parto espontâneo é antecedido por uma etapa que pode ser designada por período pré-parto, que decorre nos dias (ou semanas) que antecedem o início da contratilidade regular e dolorosa.

Nesses dias pode surgir contratilidade uterina irregular, normalmente desconfortável mas não dolorosa, sensação intervalada de pressão pélvica, casualmente com aumento do corrimento vaginal de tipo mucoso por vezes acastanhado (que corresponde à expulsão do chamado “rolhão mucoso”).

 Ao toque, o colo do útero encontra-se amolecido e encurtado, vai-se alinhando para a entrada da vagina e, por vezes, permite a introdução de um dedo do médico ou enfermeiro.

 

Importante referir, que em termos de TP, ele só começa verdadeiramente quando temos o colo do útero apagado e se inicia a dilatação. Por isso é que muitas vezes já temos contrações dolorosas e vamos para o hospital e dizem para voltarmos para casa, ou ir andar mais um bocado…

A evolução do TP varia de acordo com a paridade da grávida, ou seja, nas nulíparas (grávidas que nunca tiveram filhos) o apagamento (encurtamento) do colo do útero dá-se antes do início da dilatação.

Ao contrário, das multíparas (grávidas que já tiveram pelo menos um filho) o apagamento e a dilatação do colo são simultâneos, pelo que é vulgar estas mulheres já terem o colo permeável a 2-3 dedos mas ainda sem apagamento completo do canal cervical.

Em qualquer dos casos, o período expulsivo só se inicia quando o colo está completamente apagado e a dilatação está completa, isto é, o colo já não se interpõe entre a vagina e a apresentação fetal.

Em resumo, podemos dizer que num primeiro parto pode ter uma duração de 10 a 18h, pensando que cada cm de dilatação corresponde a uma hora. Num segundo parto todo este processo pode ser mais rápido passado a 6 a 10h. No entanto, varia sempre de mulher para mulher e do seu controlo durante o TP…

 

 

À espera do dia D....


Mamã Tranquila

09.04.18

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O final da gravidez, por vezes parece que nunca mais acaba, ficamos mais ansiosas a ver os dias a passar para o grande dia…

Quando passamos das 39 ou 40 semanas e queremos um parto natural (desde que não existam contraindicações médicas) existem algumas estratégias que podem ajudar a desencadear ou a acelerar o trabalho de parto.

 O útero é um músculo que se contrai por ação de estímulos, sejam eles hormonais, tais como as prostaglandinas, ou mecânicos, como os esforços físicos. São as contrações uterinas, que podem ou não ser dolorosas, que vão empurrar o bebé contra o colo do útero, fazendo com que ele comece a dilatar.

Então vou vos dar alguns truques que podem resultar:

  • Manter vida sexualmente ativa – o esforço relacionado ao ato sexual combinado com a ação do sémen, no colo do útero, que tem na sua composição prostaglandinas, funcionam como uma forte estimulação que pode levar à contração do útero. Também o facto da mulher se sentir desejada e alcançar o orgasmo aumenta a segregação de ocitocina, hormona que vai também estimular o útero a contrair-se;
  • Manter atividade física ligeira a moderada – realizar caminhadas e se estiver junto à praia aproveitar o areal ou simplesmente fazer a trabalho da casa exerce os músculos da parede abdominal e o útero também;
  • Favoreça a liberdade de movimentos (sempre que possível) – As posições mais verticais permitem uma boa amplitude da bacia são naturalmente as mais confortáveis, e para além disso ainda potenciam a força da contração por associação à força da gravidade e ao peso do bebé sobre o colo do útero; dançar também pode ser bastante eficaz, pois além de todos os movimentos que se fazem, relaxa e descontrair a mente;
  • Alimentos - Alguns alimentos também cooperam para o parto. A pimenta vermelha, o óleo de prímula, rícino e chás de canela e framboesa. O óleo de rícino funciona como laxante vai ajudar a movimentar a musculatura inferior, contudo só deve ser usado com orientação do médico. O óleo de prímula ajuda na dilatação, ele participa para afinar o colo do útero e a dose deve ser indicada por um médico. Comidas apimentadas é uma mesinha antiga, sem qualquer apoio cientifico, no entanto, pode produzir contrações. O chá de canela/gengibre segue a mesma linha da pimenta, como é quente ajuda a aumentar a contação uterina

 

  • Estimulação do mamilo - Não há nenhuma evidência científica de que a estimulação do mamilo vai ajudar a induzir o parto. Mas uma coisa é certa, estimulação do mamilo aumenta a produção de ocitocina no organismo, que por sua vez contribui com contrações. Logo existe uma possibilidade de ajudar. 

 

  • Comer ananás – o ananás contém a enzima bromelina que estimula a produção de prostaglandinas, mais um truque

 

 

  • Banho quente - Banho quentetambém colabora e muito para o trabalho de parto. Além de aliviar as dores que por ventura a mulher esteja sentindo, também relaxa a musculatura corporal. Banhos mornos com massagem nas costas ajudam a acelerar o trabalho de parto. Bolsa de água quente ou morna na região lombar também é uma boa ideia, ela faz às vezes do banho e pode ser tão relaxante quanto. Rir e beijar na boca são ótimas dicas! Além de manter o bom humor, vão ajudar na liberação de ocitocina e endorfina, que ajudam a lidar melhor com as dores além de afirmar o vínculo com o pai do bebê. Dê boas gargalhadas e beije bastante...

 

As contrações são naturalmente o sinal do inicio de todo o processo de trabalho de parto, pelo que a mãe e o bebé têm um papel primordial no desenrolar do mesmo. O bebé tem o seu caminho para construir e através de movimentos próprios em conciliação com as contrações ajuda a aumentar a pressão sobre o colo do útero. A mãe por sua vez pode arranjar estratégias facilitadoras de conduzir o seu trabalho de parto, minimizando a possibilidade de ter um parto instrumentado.

Estas técnicas são vantajosas não só quando está ainda numa fase inicial do trabalho de parto, de forma a que comece a dilatação do colo, mas são também importantes para acelerar o trabalho de parto quando este já está instalado, mas para isso é necessário que sejam ditas, desenvolvidas e praticadas com alguma antecedência.

Namorar, andar e rir…. Boas estratégias para um final feliz

Plano de Parto


Mamã Tranquila

06.04.18

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A sua importância varia de grávida para grávida, da sua maneira de encarar a sua vivência relativamente ao seu parto. No entanto, eu acho que a sua utilidade é sempre importante, pois vai nos fazer reflectir sobre o que queremos para aquele momento tão nosso e tão importante para nossa vida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu novas diretrizes para estabelecer padrões de atendimento globais para mulheres grávidas saudáveis e reduzir intervenções médicas desnecessárias, nas quais recomenda que as equipas médicas e de enfermagem não interfiram no trabalho de parto de uma mulher de forma a acelerá-lo, a menos que existam riscos reais de complicações.

 

Na nova recomendação sobre nascimentos e partos, emitida no dia 15 de fevereiro de 2018, a OMS vem pôr em causa orientações que foram adotadas durante décadas e que apontavam que um trabalho de parto que progride com uma taxa de dilatação do colo do útero menor do que um centímetro por hora não seria considerado normal.

 

Perante este cenário, muitas vezes, as mulheres recebem oxitocina para acelerar o trabalho de parto ou acabam por ser conduzidas para cesarianas ou para trabalhos de parto com ventosas e forceps.

 

Na sua nova orientação, a OMS pediu a eliminação da referência à dilatação cervical de um centímetro por hora e enfatiza que uma taxa de dilatação cervical mais lenta por si só não deve servir de indicação para acelerar o parto ou o nascimento.

 

«Pesquisas recentes mostraram que esta linha não se aplica a todas as mulheres e que cada nascimento é único», apontou Olufemi Oladapo, do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS.

 

A recomendação vai no sentido de indicar que esse limite de um centímetro de dilatação «não deve ser usado para identificar as mulheres em risco».

 

Embora a taxa de cesariana varie de acordo com a região do mundo, a OMS vê um aumento geral nesta prática, «que considera perturbador». A OMS também está preocupada com as intervenções usadas antes para acautelar partos complicados se terem tornado comuns.

 

«A gravidez não é uma doença e o nascimento é um fenómeno normal, que se pode esperar que a mulher complete sem intervenção», defendeu Oladapo.

 

Para a OMS, muitas mulheres preferem um nascimento natural e confiam nos seus corpos para parir o seu bebé sem intervenção desnecessária.

 A organização considera que, mesmo quando a intervenção é necessária, é preciso incluir as mulheres na tomada de decisões sobre os cuidados que recebem.

A nova recomendação reconhece que cada trabalho de parto é único e que a duração da primeira etapa do processo varia de uma mulher para outra.

O novo documento da OMS inclui 56 recomendações sobre o que é necessário para o trabalho de parto e seguidamente após a mulher ter o bebé.http://www.who.int/reproductivehealth/publications/intrapartum-care-guidelines/en/ (em inglês)

Inclui o direito a ter um acompanhante à sua escolha durante o trabalho de parto e o respeito pelas opções e tomada de decisão da mulher na gestão da sua dor e nas posições escolhidas durante o trabalho de parto e ainda o respeito pelo seu desejo de um parto totalmente natural, até na fase de expulsão.

www.associacaogravidezeparto.pt, tem um documento muito bem elaborado que pode vos ajudar a construir um plano de parto http://www.associacaogravidezeparto.pt/wp-content/uploads/2016/08/Reflex%C3%A3o-para-a-constru%C3%A7%C3%A3o-do-plano-de-parto-introducao.pdf

 

Leiam e experimentem preencher, o simples exercício de construir o plano de parto serve para mentalizar a grávida das várias fases do trabalho de parto, assim como dos procedimentos mais comuns que são aplicados em cada fase. O plano é, todavia, apenas uma orientação: há que perceber que no parto existe sempre o fator imprevisto e que poderá haver desvios ao desejado.

O objetivo é, encontrar um meio-termo que possibilite à grávida formar expectativas realísticas do que poderá desenrolar-se, com o ajuda da equipa que a acolher para satisfazer os seus desejos sempre que possível, de forma informada e em segurança. 

Beijinhos....

 

Visitar a Maternidade


Mamã Tranquila

04.04.18

A escolha do local para um parto pode causar alguma ansiedade e os pais querem assegura-se de que têm ao dispor todos os meios humanos, técnicos e de conforto para os apoiar e ao seu bebé neste momento tão especial.

Por isso, é importante que  os futuros pais façam a visita das suas instalações do seu hospital de referência.

 

Com a visita programada pretende-se:

  • Elucidar sobre o circuito de admissão ao Hospital
  • Informar sobre a forma de recorrer às unidades de Obstetrícia 
  • Dar a conhecer os recursos físicos e humanos da Maternidade
  • Visitar o internamento, bloco de partos 
  • Explicar à grávida o que deve trazer para o internamento
  • Esclarecer dúvidas

Acho que é uma oportunidade perfeita para diminuir a ansiedade caracteristica do dia do parto. Deixando de ser algo desconhecido....

 

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